E AÍ? E AGORA? O QUE FAZER? É HORA DE APOIAR?

Washington Alves/Lightpress

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E lá se foi mais um clássico e foi sim uma vitória importante, apesar que tem alguns aí tentando diminuir o êxito do Cruzeiro (então porque estão se queixando tanto da arbitragem? Uai! O jogo não valia nada! Estranho).

Não foi um primor técnico o futebol apresentado pelo Cruzeiro, mas taticamente a equipe se encontrou muito bem. O coletivo do time funcionou, os jogadores foram extremamente obedientes as funções determinadas por Deivid. No individual alguns jogadores se destacaram e fizeram a diferença.

Cabral foi um monstro, o Argentino tomou conta do meio de campo, ditou o ritmo da partida, foi a cabeça pensante do time e o fez muito bem. Quando precisou, foi catimbeiro, quando precisou mais ainda, deu pancada (faz parte do clássico e não venham com mimimi, alguns adoram vangloriar-se das pancadas que um certo volante aí gosta de dar). O argentino incorporou o espirito da rivalidade.

Outro hermano que mandou muito bem foi o Romero. Como corre e marca esse gringo, incansável, ele passa segurança para os zagueiros, que por sinal se portaram muito bem contra o ataque adversário e quando não dava para a zaga, o rival encontrou pela frente uma muralha no gol. Fabio esteve em uma jornada perfeita, fez defesas espetaculares e de quebra, o lance do gol começou de seus pés, foi dele o lançamento para o Elber, que partiu para cima do adversário, bateu para o gol, o goleiro falhou e Rafael Silva, que tem muita estrela, empurrou para as redes, e ó, o atacante tem personalidade, saiu comemorando e não perdeu a chance de dar uma provocada no inimigo. Isso também faz parte do espetáculo.

A vitória contra o Atlético deixou o Cruzeiro em uma posição bem confortável no Campeonato Mineiro. O time precisa fazer um ponto dos seis que ainda restam, para terminar a primeira fase da competição no primeiro lugar geral. Com isso, nas fases de semifinal e final, o clube terá o direito de jogar por dois resultados iguais para se classificar para a fase seguinte, ou tornar-se campeão e fará a decisão dos confrontos, o segundo jogo, em seus domínios.

Bão! Agora eu me faço alguns questionamentos que eu faço questão de repassar para você, nobre leitor. O que fazer? O que pensar? O que? O que?

Deivid chegou ao seu 12º jogo como treinador do Cruzeiro, são 8 vitórias, 3 empates e 1 derrota, o que da ao treinador 75% de aproveitamento. O que isso significa até agora para o Cruzeiro:

  • Eliminação precoce na Primeira Liga
  • Liderança com larga vantagem no Campeonato Mineiro

E aí? E agora? O que fazer?

Eu não acredito que com esse aproveitamento a diretoria vá dispensar o comandante, mesmo porque, dizem por aí que a boleirada está mesmo fechada com Deivid, uma demissão agora com certeza geraria uma insatisfação no grupo. Também não acredito que vão correr com ele se o time vencer o Campeonato Mineiro. O motivo é simples, se ele está com moral com os “caras” agora, imagina se for campeão! É uma briga complicada de se comprar com o elenco.

Bom e se o Cruzeiro perder o Mineiro? Para demitir o treinador a diretoria precisa ter alguém engatilhado, correto? Quem? O Mercado de treinador ta uma draga, pouquíssimas opções e tem aquele detalhe, o cara vai ter que consertar o avião em pleno voo, olha que bosta meu amigo leitor.

Então volto a aqueles questionamentos: E aí? E agora? O que fazer?

Será que que o momento não demanda um pouco mais de paciência da torcida e dar mais um voto de confiança ao Deivid?

É até uma incoerência da minha parte escrever isso, justamente eu, que sou um crítico ferrenho do trabalho do comandante estrelado, mas chegamos em uma situação que honestamente eu não sei se a troca de comando, no atual momento, será benéfica para o clube.

Penso que é um bom momento para se ter esperança. Vitória em clássico sempre faz muito bem, eleva a moral, da confiança, tanto para os jogadores como para os comandantes e olha… eles necessitavam demais dessa injeção de confiança.

Então nobre leitor, e aí? E agora? O que fazer?

OBS: Sobre a arbitragem: O CRUZEIRO QUERIA ARBITRO DE FORA, O RIVAL FALOU QUE NÃO IMPORTAVA, A FMF, SUBSERVIENTE, OBEDECEU AO DESEJO DO ATLÉTICO. ENTÃO, ESTÃO RECLAMANDO DE QUE?

Abraços

Rodrigo Genta

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Uma resposta de “E AÍ? E AGORA? O QUE FAZER? É HORA DE APOIAR?”

  1. Rhane 28 de Março de 2016 at 18:50 #

    O Deivid ainda não tirou o máximo do time, está longe disso. Mas depois da chegada do Romero, possibilitando o uso de 3 volantes com o Cabral mais solto, é indiscutível a melhora do time. Acho que desse jeito o Deivid ainda tem margem pra evoluir o time titular. Além disso alguns reservas vão se mostrando importantes, Élber, Marciel, Rafael Silva (esse nem sei se é reserva do William mais). Acho que o Deivid merece o voto de confiança da torcida.

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