TEM MUITA HISTÓRIA CRUZEIRO X AMÉRICA

Rodrigo Clemente / EM DA PRESS

Rodrigo Clemente / EM DA PRESS

Vem aí mais um Cruzeiro x América, vai ser a partida de número 356 entre as duas equipes. Levamos vantagem no confronto, já vencemos os Americanos 149 vezes, empatamos 106 e perdemos 100 jogos.

As duas equipes sempre travam bons duelos. Vai saber o porque, mas o América sempre engrossa quando enfrenta o Cruzeiro, isso é histórico.

Me lembro de algumas partidas frenéticas entre as duas equipes.

Pelo Campeonato Mineiro de 1990, o Cruzeiro venceu por 2 a 0, gol de Hamilton e do Edson Guerreiro. Foi um jogão, o América tinha um time melhor, acho que vinha de 14 partidas invictas, a disputa em campo foi acirrada. Mas o que marcou minha memória não foram os dois gols, a festa da torcida, o jogo eletrizante, nada disso! O que ficou gravado na minha mente, foi uma entrada forte que o ponta esquerda Edson deu no Jogador do coelho Raimundinho, o atleta americano fraturou a perna.

Na época Edson foi trucidado pela imprensa, foi taxado como um jogador maldoso, violento, chegaram a rotula-lo de assassino. Uma injustiça da porra, o ponta não era nada disso e provou em campo. No mesmo ano do incidente, ele foi premiado como melhor ponta esquerda do país.

Confronto que não da para esquecer também, foi aquele sapeca iá iá que o Cruzeiro deu no América pela Copa Sul Minas de 2002. 7 a 0!!! Teve gol para todos os gostos. A raposa fez o que teve vontade naquela partida, para o azar do coelho, os jogadores queriam fazer gols e muitos. Os tentos foram marcados por: Fábio Júnior (2), Edilson (2), Ricardinho (2) e Vander. Quem teve a oportunidade de estar no Mineirão nesse dia, viu um autentico show.

Outro jogo marcante para mim, aconteceu em 2011, pelo Campeonato Mineiro. Dessa vez eu não estava como torcedor, mas sim como funcionário do clube. A partida foi realizada em Varginha, ficou 3 a 2 para o Cruzeiro, de virada. Nosso time saiu atrás do placar, Leandro Ferreira marcou para o Coelho. Thiago Ribeiro empatou e o zagueiro Leo virou. Mas o América buscou seu gol de empate, novamente com Leandro Ferreira. Aí o meia Montillo fez o seu e deu números finais a peleja.

Você deve estar pensando: “porra tiveram jogos melhores do que esse”, com certeza. Mas um fato isolado, deu todo um tom de dramaticidade ao confronto.

O autor do gol da vitória, Montillo, foi para o jogo no sacrifício. Seu filho Santino, um dia antes do clássico, havia passado por uma cirurgia de alto risco de morte. A diretoria juntamente com o técnico Cuca, liberaram o atleta da partida. O argentino então decidiu viajar com o time.

Não pensem que Montillo julgou que a vida do seu filho não era importante, era e é muito. Mas ele chegou a conclusão que na cirurgia do seu pequeno ele não tinha muito que fazer, somente aguardar a competência dos médicos e torcer para que eles fizessem o melhor para seu garotinho. Já na partida, a situação era outra, ele não seria um mero telespectador, sabia da sua importância para o time, que no campo ele poderia fazer toda diferença e foi justamente o que aconteceu.

A preleção de Cuca foi fantástica. Enalteceu a atitude de Montillo, falou de sacrifício, de família, de atitude e exigiu dos jogadores uma vitória para o homenagear o meia.

Quando Montillo marcou o gol da vitória, ele veio correndo em minha direção, eu estava gravando o jogo para a TV Cruzeiro, o hermano segurou a lente da câmera e soltou um “Santi te amo”. Foi bem bacana aquele momento.

Agora uma nova história vai ser escrita entre as duas equipes. Dia de ir ao Mineirão e empurrar o Cruzeiro para mais uma vitória no Campeonato Mineiro.

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