Rafael Pena

[useful_banner_manager banners=1 count=1]

 

rafasomosCruzeirense, advogado, pai, fotógrafo, botonista, bom amigo, bom filho, gozador, sistemático, metódico, conselheiro suplente do Cruzeiro e um monte de outras coisas, não necessariamente nessa ordem.

Lá em casa a rivalidade é tão presente que casei com uma atleticana só para não deixar que viesse ao mundo outra pessoa que padecesse do mesmo mal dela. Lá em casa, eu e minha filha somos cruzeirenses de corpo e alma convivendo com a esposa atleticana de forma sadia.

No caso do programa, comecei a me aventurar no ramo muito por acaso e por conta dos “acasos” terminei compondo o lado cruzeirense do Rivalizando. Muito embora nas resenhas das mesas de bar, da roda de amigos e até mesmo nas arquibancadas o assunto invariavelmente terminasse sobre o time cruzeirense, numa dessas conversas surgiu o convite do amigo Eduardo Guerra para compor o programa (muito embora o amigo sofra da doença monocromática).

Passado o escopo do programa, não pensei duas vezes em participar do programa e também em não perder a chance de brincar e gozar a cara dos rivais de mesa, sempre com bom humor e sabendo separar a linha da gozação com a da agressão.

Aliás, agressão é uma coisa que passa longe do programa e do convívio nosso com os rivais de mesa. Todos somos amigos e todos nós sabemos que em Minas só um time ganha títulos (CRUZEIRO) e o outro é mero coadjuvante no cenário do futebol (time monocromático de Vespasiano).

Assim, nessa toada, sou o cara que sério ou na gozação, procurarei enaltecer as cores do melhor clube do mundo: o azul e branco do Cruzeiro Esporte Clube.

O surgimento da paixão

Como dito pelo amigo Genta, a década de 80 não foi fácil para o torcedor Cruzeirense. Nessa época, meu pai tentava me convencer a ser torcedor do Mequinha, mas, não teve muito sucesso. Eu só ía a campo com ele para tomar vários picolés e para poder falar palavrão à vontade (lá em casa era proibido). Meus avós maternos, por outro lado, sempre me contavam das glórias celestes, mas, como eles não iam a campo – por conta da elevada idade deles e da baixa idade minha – eu era obrigado a ir aos jogos do mequinha no Horto, mesmo acompanhando os jogos cruzeirenses do time celeste pela rádio e TV. No final da década de 80, quando jogava futsal no Barroca eu tive um técnico que era muito cruzeirense, e, nessa mesma época eu disputava posição com filho do Palhinha da Libertadores de 1976. Eu ficava maravilhado quando o Palhinha ia ver os treinos e resenhava com o meu técnico. Víamos ele como um mito. Meu primeiro jogo de futsal foi contra o 6a1o, no antigo “Campo do Lazer” e ganhamos de 4×2 comigo fazendo dois gols, mesmo saindo do banco. A preleção foi dada pelo nosso técnico citando o Palhinha e metendo os ferros no time rival. Nessa mesma época, inebriado com a história passada e coincidindo com o Cruzeiro disputando a Supercopa de 1988 convenci meu pai a me levar nos jogos daquele campeonato, mesmo não sendo o time dele. Foi demais: além de ter visto aquele time com Careca (esse cara fazia dupla de ataque com o Romário na seleção! Jogava muito), Edson, Hamilton e outros fazer o Mineirão tremer, aprendi o caminho da minha casa para o Mineirão e dali pra frente não deixei mais de ir a campo e acompanhar a paixão que criei com o Cruzeiro. Certo é que o ano de 1988 foi marcante para minha história cruzeirense

Leia Também