QUEM VAI SER? E CHEGA DE BOAS INTENÇÕES, EU QUERO AS MÁS

deivid.caiuDeivid caiu!!! Foram 17 jogos a frente do Cruzeiro. 10 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas, vendo assim né, da até para falar que… o trabalho… FOI… UMA LASTIMA (Te enganei né? Achou que eu iria elogiar!).

Não da para falar que o trabalho do ex-treinador do Cruzeiro foi bom, pelo contrário, foi péssimo. Ele disputou duas competições, a Primeira Liga e o Campeonato Mineiro e foi eliminado dos dois. Como falar que um trabalho desse foi positivo? Num dá.

Deivid vai embora e nem se quer deixou uma boa herança. Largou um time sem padrão de jogo, limitado taticamente, mal treinado, uma “tiriça” só.

Entendo que todo o processo foi feito com as melhores intenções. Sei que a diretoria efetivou o Deivid como treinador com as melhores das intenções, sei também que as contratações feitas pelos dirigentes, foram com as melhores das intenções, também tenho certeza que o planejamento para o início do ano foi feito com as melhores das intenções, que os treinamentos que o Deivid dava, eram feitos com as melhores das intenções, tudo mesmo foi feito com as melhores das intenções. Então tá! Como meu avô falava: “O inferno está cheio de bem-intencionados”

Então que o Cruzeiro mude a sua estratégia, porque está mais que comprovado que o método de boas intenções “faiô”! Não deu certo e eu provo.

Vamos lá, o Cruzeiro me trouxe dois argentinos, Pisano e Miño, que são falsificados, se procurar bem, aposto que tem uma etiqueta neles: “made in china”. Onde já se viu isso! Argentino que não da um ponta pé, um carrinho mais forte, uma discussãozinha numa partida? Não to falando que os caras têm que chegar no jogo e sair dando porrada e serem expulsos, mas pelo menos mostrarem brio, que a característica mais marcante dos nossos Hermanos.

Seguindo nessa mesma linha temos o Arrascaeta. O que fazer com esse uruguaio? Olha, as atuações do meia me fizeram refletir muito e chegar a seguinte conclusão: Ele é da mesma linhagem do zagueiro Mauricio Victorino, só pode, essa tem que ser a explicação para o futebol, apresentado pelo atleta até hoje. O nhaca danada! O cara não se entrega nos jogos, é uma murrinha danada. Tem partidas, que as vezes nem parece que o cara está em campo. PÔ, ou assume logo esse meio campo do Cruzeiro, ou que a diretoria repense o futuro do rapaz no clube.

E as laterais do Cruzeiro! Tá foda mano! Como acreditar que essa diretoria pensa em grandes conquistas, sendo que o time está carente de jogadores nas duas laterais, REPITO, NAS DUAS.

Bicho não precisava ser nenhum gênio da bola, um profundo conhecedor de futebol para constatar que o Deivid, infelizmente, não daria certo como “treineiro” do Cruzeiro. Convivi com um bocado de treinadores nas categorias de base da raposa e no profissional também. E pude ver que, quem pretende seguir nessa profissão, tem que trabalhar muito, mas é muito mesmo.

E essa ralação tem um lugar para começar. Engana-se quem acha que a categoria de base serve somente para formar jogadores, ela forma também: Médicos, preparadores físicos, fisiologistas, fisioterapeutas, auxiliares técnicos, dirigentes e obvio, treinadores.

É importantíssimo para o profissional do futebol não queimar as etapas do seu aprendizado. São nas categorias amadoras que o possível treinador tem liberdade para experimentar, colocar em pratica seus conhecimentos, errar, corrigir seus erros, aprender a lidar com os atletas.

Depois dessa longa experiência, o profissional que quer dar continuidade a profissão de treinador, tem que buscar clubes profissionais de menor expressão, onde a pressão não é tão grande e colocar em pratica todo o conhecimento que ele acumulou ao longo de sua caminhada nas categorias inferiores. E aí amigo é meter a cara no trabalho, adquirir mais conhecimento, pegar experiência, beliscar uma conquista pessoal aqui e outra ali, continuar estudando, estar sempre se aprimorando. Depois de “ralar muita bunda” nesses clubes menores, aí sim, quem sabe o profissional esteja preparado para tentar assumir um grande clube, um grande desafio.

Ai eu lhe pergunto: Deivid teve isso? Não! Como falei a intenção de efetiva-lo no cargo de treinador foi boa, mas na prática foi uma merda.

Então é o seguinte… Chega de boas intenções no Cruzeiro, eu quero é as más mesmo.

A diretoria precisa dar uma resposta, um alento ao torcedor. Tem que trazer um treinador casca grossa, um que seja bem casca de ferida. Daquele que seja firme nas coletivas com a imprensa, que exija que os jogadores deem o seu melhor em campo, que cobre não só dos atletas, mas da própria diretoria por reforços e principalmente, que tenha conhecimento conceitual e prático no campo, para assim formar uma equipe competitiva, que possa disputar os títulos que os torcedores tanto almejam.

Você deve estar pensando: “Fácil para esse maluco escrever essas bobajadas, mas até parece que tá fácil arrumar treinador no mercado”. Então eu lhe respondo: Realmente não está fácil, o mercado de treinadores ta numa carência da porra (ai o “magnânimo” do Gilvan já me dispensa, o que para mim seria um ótimo nome, o Adilson Batista. Como que ele faz isso num mercado que bons nomes estão escassos? Vai entender), mas estamos falando do Cruzeiro Esporte Clube, um dos maiores times do mundo, com uma história marcada por inúmeras conquistas. É obrigação dos dirigentes arrumarem um grande nome para treinar esse gigante, afinal é uma honra para qualquer um estar a frente desse grandioso clube. Chega de apostas, o momento exige realidade.

Que contratem pelo menos dois jogadores “mal caráteres”, que fique claro, não estou falando para trazer vagabundo, camarada ruim de grupo, estou sugerindo é que se contrate uns caras meio malucos. Daqueles que chutam o cachorro do vizinho, que dão pancada em treino, que vez ou outra aparecem em noticiários esportivos com um copo de cerveja na mão, mas que joguem bola, que no campo façam a diferença. O Cruzeiro tá muito bonzinho. Os grandes times formados pelo clube sempre tiveram, ao menos, um maluco.

O time campeão da Libertadores de 1976 tinha o Joãozinho, o Campeão Brasileiro de 1966 tinha o Natal, o Campeão da Libertadores de 1997 tinha o Cleison, hum! Imaginem! O treinador do time Campeão Brasileiro de 2003 era o doidão da parada e por aí vai.

Os erros já foram cometidos e nada pode ser feito para que os resultados desastrosos sejam alterados. O negócio é aprender com o não deu certo, fazer diferente, ousar.

Se for para pecar, que seja pelo exagero e não pela omissão. Por falar em omissão, alguém sabe por onde anda o Gilvan?

Bão, seguimos ansiosos, aguardando quem será o novo comandante do Cruzeiro. Que chegue colocando ordem na casa e que tenha muita boa sorte.

Abraços

Rodrigo Genta

PRONUNCIAMENTO DE DEIVID EM SUA DESPEDIDA DO CRUZEIRO

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Rivalizar é preciso e faz bem

Uma resposta de “QUEM VAI SER? E CHEGA DE BOAS INTENÇÕES, EU QUERO AS MÁS”

  1. Matheus 26 de Abril de 2016 at 18:43 #

    Genta diretoria está pensando pequeno Jorginho esta somente em uma boa fase ainda mais que Campeonato Carioca não e parâmetro para nada no geral e um técnico para meio de tabela eu concordo com você quanto ao Adilson Batista um técnico com identificação com clube e meio malucão que chega dando voadora na placa. Especula-se Ricardo Gomes sou contra pelo mesmo motivo do Jorginho.
    Quanto a reforços precisamos do lateral esquerdo vejo no Brasil o Rene um meio campo armador o Diego ou o Montillo e uma terceira opção mais como aposta o Elkeson ex-Botafogo ou Everton do Flamengo e dois atacantes de respeito me agrada o Rafael Sobis ou Aloísio ex-Sao Paulo e Marcelo Moreno.
    Precisamos dispensar alguns jogadores Fabrício Henrique Allano e tentaria uma troca no Mayke talvez o Jonathan ex-Cruzeiro!
    Abraço

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