CHOREI NO HORTO

galoefaultDe 2015 para cá, o galo mudou demais. Conquistas inéditas, títulos épicos, seu nome ventilado no  mundo todo.

Ronaldinho Gaúcho, um dos maiores jogadores de todos os tempo, o surgimento de uma estrela chamada Bernard e a beatificação de um santo, o “São Victor.

Apesar de todos esses feitos e mudanças, a torcida está a cada dia mais exigente, cobrando mais. Porque? Vamos a alguns fatos:

1 – Cuca ganhou nosso maior título, saiu vaiado, foi chamado de traidor e boa parte da torcida tem ódio dele

2 – Paulo Autuori chegou odiado, vaiado e saiu massacrado

3 – Levir Culpi chegou como ídolo, 99% de aceitação, aí veio o livro “Burro com sorte”, dai para frente não podia fazer nada de diferente, que era “homenageado” pela torcida com o grito de “Burro”. O treinador deu um padrão de jogo ao galo, que há muito tempo não se via. Time rápido, bem treinado, que conseguiu uma Copa do Brasil épica, com duas viradas inacreditáveis e o grande responsável pelo feito? Levar, com sua coragem de colocar o time para massacrar seu adversário. Teve também na gestão do treinador uma Recopa, com sabor de “Galo”, com sofrimento e alegria no final.

Aí o Levir “sem filtro” começou a rebater a torcida e a imprensa, e aí não teve jeito, o treinador morreu pela boca.

4 – Dátolo, camisa 10, ídolo de gols importantes, há anos honrando o manto, realmente anda se machucando demais, mas oferecer ele ao Fluminense, foi uma das coisas mais bizarras que eu ja vi no futebol. Total falta de respeito com o jogador que já nos deu muitas alegrias.

E por aí vai, são vários os fatos que estão acontecendo de 2013 para cá.

Ontem dia 1/5/2016, estreia do Galo no Brasileirão, campeonato este que o clube ganhou em 1971, em sua primeira edição. Em campo um time com 100% de reservas e a partida era contra o Santos, equipe que acabou de ganhar o poderoso Campeonato Paulista e que se preparou durante toda a semana para a estreia da competição.

Tinha tudo para dar errado, time reserva, torcida impaciente com o treinador e um ótimo adversário. Quando o jogo começou, o galo tocou bola com personalidade, Cazares foi o maestro, Lucas Candido e Eduardo fizeram uma partida de alto nível, a zaga se encontrou segura, Gabriel foi perfeito, Carlos Eduardo estreiou com personalidade, Hyuri batalhou o tempo todo e Clayton jogou com muita dedicação e raça.

Mais ou menos ao 35 minutos do segundo tempo me emocionei, tanto, que foi impossível conter as lágrimas! Eu por alguns momentos viajei no tempo, fui levado hás décadas de 80 e 90. Vi novamente um Atlético que eu amava só de ve-lo entrar em campo. Um time sem estrelas, mas que honrava o manto. Uma época que só pedíamos raça aos jogadores, que ganhando ou perdendo, nós cantávamos o hino e independente dos resultados, sempre lotávamos o Mineirão e demonstrávamos o nosso amor pelo clube, que sempre foi incondicional

Ontem eu vi onze guerreiros dando a vida em campo, que nada é impossível para um time que deixa tudo no gramado e que tem essa massa empurrando nas arquibancadas.

Eu chorei, chorei sim. Porque ser atleticano é simples, é só torcer, amar e sempre que nossos guerreiros honrarem o manto, sempre que isso acontecer, eu sairei de alma lavada do estádio e feliz por ser atleticano

Independente do resultado, e sim porque sei que todos nós vamos deixar tudo que temos lá no campo, 100% de entrega, os atletas jogando e nós, a torcida empurrando. Dito isso, o negocio é cantar o hino e descansar em paz e isso me faz crer e dizer: “EU ACREDITO”.

Abraços

Eduardo Guerra

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Uma resposta de “CHOREI NO HORTO”

  1. Rodrigues 15 de maio de 2016 at 13:28 #

    que torcida? ontem não teve 5 mil pessoas lá

    kkkkkkkkkkkk

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